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domingo, 29 de maio de 2011

“Profetas” Parte II. Rasputin.

Rasputin é uma daquelas figuras que entraram para história mais devido à ignorância dos que o cercavam e pelo oportunismo do que por méritos que fizessem a diferença para o povo da Rússia e para o Czar. Um exemplo de “profeta” dos interesses daqueles que o cercavam. O restante da história é cercada de mito na sua vida e morte.
A última Czarina da Rússia dizia que Rasputin era uma criatura mística e dotada de poderes especiais. O monge LLiodor, seu inimigo, chamava-o de “diabo santo”. E o embaixador francês em Moscou Mauricie Paléologue, descrevia-o para o seu governo como uma pessoa “elogiada por muitos, maldita por outros tantos, mas temida por todos”.

Rasputin ladeado pelo Coronel Loman, á esquerda, e pelo Príncipe Putjanin.

Quem era, afinal Grigori Lefimovitch, mais conhecido como Rasputin por causa da aldeia onde nascerá, Pokrovskoye, cujo nome original era Padkino Rasputje.
Uma analise apurada de toda a documentação que ficou sobre sua vida mostra que Rasputin não era uma pessoa de bons costumes por assim disser, mas embora não se pudesse afirmar que fosse mal, estava mais pra um oportunista; tinha seus hábitos libertinos, o que mostra que ao contrario do que muitos demagogos afirmam não era nenhum santo. Era um homem exuberante, dotado de qualidades, mas tinha também muitas fraquezas, pois aqueles que o conheciam pessoalmente afirmavam ele ser cheio de contradições intimas. Acabou encontrando-se em um ambiente particular em um momento também particular da história de seu país, sem estar preparado para a ambas as situações”.
De qualquer modo, acreditavam que possui-se qualidades incomuns. Uma delas era supostamente ser capaz de prever o futuro. Rasputin teria previsto a própria morte, o extermínio da família imperial russa, o segundo conflito mundial e muitos outros acontecimentos.

Rasputin nasceu em 1872 e logo começou a trabalhar com o pai que era carroceiro.
Aos 22 anos afirmava que teve o que chamou de “uma visão divina“. Enquanto estava arando um campo, ouviu a suas costas um canto angelical e ao virar-se viu uma figura de Nossa Senhora, acompanhada por um grande número de anjos. “Foi como um aviso”, comentaria anos depois porque acabou se encaminhado para a vida religiosa.

Rasputin com o Bispo Hermogen, no centro, e o monge LLiodor.

Passado algum tempo, Rasputin travou conhecimento com o noviço Mileti Saborovsky, estudante da academia eclesiástica que lhe pedira para levá-lo ao mosteiro de Werchoturje. Durante a viagem os dois jovens falaram muito sobre a “verdadeira fé em Deus”, chegados ao mosteiro, o seminarista acabou por convencer Rasputin a não retornar, ficando em companhia dos monges. Foi uma longa estada, durante a qual Rasputin teve contato com muitos monges que para lá eram enviados para serem “purificados”, uma vez que haviam sofrido desvios heréticos”.
No fim desse período ele começa a missão do camponês siberiano. Viaja de aldeia em aldeia, “prega”, “abençoa”, “conforta”. As pessoas começam então a falar desse religioso que se dedica a consolar os humildes e, na transmissão oral dessas notícias, a realidade ganha os retoques da fantasia. Os relatos dizem que possui poderes excepcionais, que é capaz de curar os doentes, que seus olhos possuem “um fascínio angélico e ao mesmo tempo diabólico”.
Essas histórias chegam até a aristocracia russa que o descreve “como um homem inquieto, como se procurasse alguma coisa. Tem voz rouca, o comportamento rude dos camponeses e mãos cheias de calos. Fala sobre temas religiosos e místicos com entusiasmo invulgar. E com entusiasmo igual discorre sobre as fraquezas humanas.” Em pouco tempo torna-se um dos favoritos da elite russa de então, e com o sucesso melhoram suas condições econômicas.

Rasputin entre seus seguidores e seguidoras.

Seu poder, entretanto, alcança um ponto ainda mais alto quando consegue supostamente “curar” o herdeiro do czar. O Príncipe Alexei era hemofílico, que ficou ferido ao brincar no jardim. Rasputin foi chamado pela própria czarina, passou a mão sobre o menino em oração e o mesmo sarou rapidamente.

Depois de algum tempo, os conselheiros do czar decidiram sugerir ao soberano que afastasse Rasputin da corte. Estavam surgindo muitos rumores estranhos a respeito desse personagem misterioso. O Czar Nicolau II acabou cedendo e ofereceu a Novykh (como Rasputin era chamado na corte) a soma de 200 000 rublos, uma importância enorme para a época, com a condição de deixar a corte e ir para uma aldeia bem afastada da capital. Mas Rasputin recusou. O czar então usou outros meios para afastar o “vidente” e Rasputin, ao deixar a capital, aparentemente amaldiçoa o czaréviche ( Alexei, o hemofílico herdeiro do trono), dizendo que o mesmo ficaria novamente gravemente doente se o czar o afastasse de São Petersburgo.

E foi o que ocorreu. Mas se foi pela maldição tenho dúvidas, pois o mesmo era portador de uma doença grave até para a atualidade, então as chances de voltar a ficar doente novamente eram grandes, questão de oportunismo de Rasputin.

A czarina manda buscar o vidente e este, depois de conseguir novamente a “cura” do príncipe herdeiro, instala-se definitivamente na corte imperial.
Em sua nova fase, atinge o nível máximo de poder quando consegue nomear Sturmer ministro. Nessa época, contam os biógrafos, o czar já não tomava nenhuma decisão importante sem antes consultar Rasputin, o que começou a incomodar tanto os conselheiros imperiais quanto outros membros da aristocracia.

Rasputin ainda convalescente, depois de ter sido atacado a faca por uma prostituta convencida a fazê-lo pelo monge LLiodor. Neste atentado, o "profeta" quase morreu.

Um destes, o Príncipe Felix Yussupov, organizou uma conspiração contra Rasputin com a colaboração contra Rasputin com a colaboração do Grão-Duque Dimitri Pavlovitch – conspiração destinada a ter um resultado melhor que a tentativa já feita anteriormente pelo monge LLiodor, dois anos antes, quando levou a prostituta Kionya a esfaquear o “vidente”, convencida de estava matando o Anticristo.

O relato que segue possui diversas versões, mas mesmo as mais sutis demonstram que beira mais o mito do que a realidade. Preenchendo os requisitos para a criação de um grande final para o “profeta” ou “vidente” Rasputin.

O Príncipe Yussupov convidou Rasputin para seu palácio, onde lhe ofereceu doces de chocolate recheados de cianeto e vinho ao qual também havia sido adicionado esse veneno. Rasputin comeu e bebeu em grande quantidade, mas não deu nenhum sinal de envenenamento, o que perturbou os conspiradores. O Príncipe, então, passou a tocar guitarra, conseguindo que Rasputin dormisse, e aproveitou esse estado para lhe disparar um tiro no coração, com o fim de “abreviar sua agonia”. Algum tempo depois, quando o príncipe e seus aliados voltaram para se livrar do corpo do “vidente”, foram surpreendidos por um quadro apavorante. Rasputin, coberto de sangue, dirigia-se vacilante para a porta de saída. No momento, ninguém teve a coragem de impedi-lo, mas depois foi alcançado ainda no jardim e novamente alvejado por numerosos disparos. Seu corpo, então, foi lançado no rio Neva. Dois dias depois, ao cadáver de Rasputin reapareceu à superfície do rio, com as mãos e os pés amarrados, tendo a perícia policial registrado que “Grigori Lefimovitch vulgo Rasputin, havia sido jogado no rio ainda vivo”.

A última página da vida desse personagem enigmático e, sob alguns aspectos, excepcional veio para alguns confirmar seus dons sobrenaturais. Para outros, foi certamente a grande resistência física de Rasputin a responsável por esses fatos.

Você quer saber mais?

BASCHERA, Renzo. Os Grandes Profetas. São Paulo, Ed. Nova Cultural Ltda, 1985.

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

“Profetas” Parte I. Nostradamus.

Em tempos que se perde tempo esperando o fim do mundo, ao invés de procurarem preocupar-se com problemas reais acho que vale analisar a vida de alguns ditos profetas. Mesmo porque os maiores idealizadores que laboram dia a pós dia em prou da destruição de tudo quanto é louvável é o próprio ser humano, não precisamos da ajuda de nenhum profeta para prever uma situação caótica no futuro, se não modificarmos nossa visão do mundo e de nosso semelhante.

O mais neófito estudante de batalhas militares sabe que uma das maneiras mais fácil de se derrotar um inimigo é de dentro do seu próprio exército. Digamos que estamos como humanos no mesmo “exército”. Se não aprendermos a simples palavra respeito ao semelhante à midiatrix ainda terá muito lucro para ganhar com as atrocidades cometidas por irmãos contra irmãos (quando digo irmãos estou referindo-me a raça humana).

Sem mais demora vou começar alguns estudos sobre a vida desses conhecidos "profetas" extra-bíblicos que muito alvoroço causou e causam até hoje para homens e mulheres, néscios e doutos.

Quando Nostradamus nasceu, a América estava descoberta havia onze anos, e Roma encaminhava-se para seu período de maior brilho no Renascimento: Leonardo da Vinci estava pintando sua La Gioconda, o arquiteto italiano Bramante iniciava a construção da Basilica de São Pedro e o famoso Michelângelo dava as primeiras pinceladas dos afrescos da Capela Sistina, no Vaticano, por encomenda do Papa Júlio II.

Conselheiro de três Reis da França – Henrique II, Francisco II e Carlos IX – e homem de confiança da Rainha Catarina de Médicis, Michel de Nostredame, mais conhecido como Nostradamus, foi certamente uma figura excepcional. Formou-se em Medicina, mas dedicou muito de seu tempo à astrologia, à alquimia, à teologia e à literatura, chegando a ser considerado por alguns de seus biógrafos “um dos homens mais eruditos de sua época”. Mesmo assim, não é fácil como sua biografia: os dados e as informações disponíveis nem sempre se mostram coerentes entre si. Nostradamus nasceu na França, mais precisamente na pequena cidade de Saint-Rémy, na Provença, por volta de 12 horas do dia 14 de dezembro de 1503, uma quinta-feira. Seu pai, Jacques de Nostredame, era o tabelião da localidade e descendia de família um tanto modesta. Por parte da mãe, Renée de Saint-Rémy, há entretanto ascendentes mais ilustres, tanto no campo da matemática como na medicina. A família, que professava o judaísmo, converteu-se à fé cristã quando Michel contava 9 anos de idade. Ainda bem jovem, depois de aprender latim, grego, hebraico, matemática e astrologia com seu avô materno, Michel foi mandado para Avignon para estudar humanidades, mas logo se viu atraído pela medicina. Assim, como decorrência natural, acabou sendo matriculado na Escola de Medicina da Universidade de Montpellier.

Nostradamus, rodeado por símbolos astrológiocos e esotéricos, na primeira edição das Centúrias.

Em 1525, com 22 anos, Nostradamus começa sua carreira de médico, enfrentando os primeiros obstáculos. Tenta fixar-se em Narbonne, passa por Toulouse e acaba ficando quatro anos em Bordeaux, onde combate uma epidemia de peste em condições muito precárias. Em seguida, retorna a Montpellier para aperfeiçoar-se, tenta novamente Toulouse e, finalmente, fixa-se em Agen, à margem do rio Garona, onde se casa e tem dois filhos (um menino e uma menina). Mas a peste não respeita ninguém, nem mesmo a família dos médicos. É assim que Nostradamus fica sem família, só no mundo e “sem saber para onde olhar em busca de um pouco de paz”, como diria. Passa algum tempo viajando pela Itália e depois volta a sua terra natal, a Provença, para descansar e recuperar-se.

Quando retorna à atividade, vai primeiro para Marselha e, depois, para Aix, capital da Provença, onde permanece três anos a serviço da cidade. E Aix desafia-o com uma situação tão dramática como a de Bordeaux: a peste de 1546.

A parada seguinte é Salon-de-Craux, onde se casa novamente com uma viúva, Ana Gemella, e tem seis filhos (três homens e três mulheres). O primeiro deles é César, ao qual mais tarde dedicaria a primeiras Centúrias.

É nessa época que Nostradamus começa a escrever suas Centúrias e outras mensagens proféticas – mas, receoso de incorrer em desagrado e perseguições, prefere adiar a sua publicação. Seu desejo de vê-las conhecidas, porém, é mais forte. Manda-as então para a impressão e, em breve tempo, suas profecias se tornam famosas.

O próprio Rei Henrique II da França, perturbado pelas previsões sobre os anos imediatos – nelas Nostradamus falava de carestia, peste, seca e de mares e terras tingidos de sangue - , convida o vidente a fazer parte de seus conselheiros, na corte. Era 1556. Com a morte de Henrique II em 1559, Nostradamus continua continua nas mesmas funções com o sucessor, Francisco II, e com o sucessor deste, Carlos IX. Francisco II, e com o sucessor deste, Carlos IX.

A lápide na entrada da casa em Salon-de-Craux, onde o vidente viveu muitos anos e morreu em 1566.

Contam os biógrafos que Carlos IX quis ir pessoalmente, acompanhado de seus principais dignitários, para entregar ao sábio, em sua casa, o documento com o qual o nomeava médico pessoal do rei. Dizem que, durante a visita, Nostradamus pediu para examinar as manchas no corpo de um jovem que fazia parte do séquito real, e “predisse” que um dia ele seria rei da França. O rapaz era Henrique de Navarra, que mais tarde veio a se tornar Henrique IV. É o momento em que a estrela de Nostradamus brilha com mais força. Sua fama de médico e de “adivinho” ultrapassa as fronteiras da França; de todos os cantos da Europa chegam celebridades para conversar com ele e “obter uma luz ainda que tênue, sobre o futuro”.

A saúde de Nostradamus, entretanto, não acompanhava todo esse brilho. Já há alguns anos ele vinha sofrendo de artrite e gota, enfermidade que, com o passar do tempo, dominam cada vez mais o seu organismo. Em meados de 1566, sofre um forte ataque de hidropisia (acumulação de liquido nos tecidos) que obriga a permanecer no leito.

Nostradamus morreu em 2 de julho de 1566, sendo sepultado de pé numa das paredes da Igreja dos Cordeliers, em Salon. Sobre o túmulo, sua esposa mandou gravar um epitáfio, semelhante ao do historiador romano Tito Lívio:

D.M

Clarissimi Ossa

MICHAELIS NOSTRADAMI,

Unis omnium mortalium judicio digni,

cujus penè divino calamo totius Orbis,

Ex Astrorum influxu, futuri eventus,

conscriberentur.

Vixit annos LXII. menses VI. Dies XVII.

Obiit Sallone na. M.D.LXVI.

Quietem Posteri ne invidete. Anna Pontia Gemella

Conjugi opt. V. felicit.

Durante a Revolução Francesa, no entanto, o túmulo de Nostradamus foi aberto por soldados supersticiosos. Seus restos foram então reenterrados em outra igreja de Salon, a Igreja de São Lourenço, onde permanecem até hoje.

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BASCHERA, Renzo. Os Grandes Profetas. São Paulo, Ed. Nova Cultural Ltda, 1985.Link

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sábado, 21 de maio de 2011

Letra do poema An die Freude presente na 9ª Sinfonia de Beethoven.

Beethoven, em 1814. Retrato de Létronne Louis-René.

A magnífica obra sinfônica de Beethoven conhecida por Nona Sinfonia possuí parte do poema An die Freude (“À Alegria”), uma ode escrita por Friedrich Schiller, com o texto cantado no decorrer da sinfonia por solistas acompanhados de um coro em seu último movimento. Foi o primeiro exemplo de um compositor importante que tenha se utilizado da voz humana com o mesmo destaque que os instrumentos, numa sinfonia, criando assim uma obra de grande alcance, que deu o tom para a forma sinfônica que viria a ser adotada pelos compositores românticos.
A expressividade de tal obra é tamanha que atingi o âmago da alma humana, sendo raras as pessoas que ao ouvirem não demonstrem a profundidade do sentimento presente. Diante de uma obra que expressa em sí a humanidade, "nunca devemos permitir que nos tirem Beethoven", pois a sinfonia nº 9 em ré menor, op. 125, “Coral”, é a última sinfonia completa composta por Ludwig van Beethoven. Completada em 1824, a sinfonia coral é uma das obras mais conhecidas do repertório ocidental, considerada tanto ícone quanto predecessora da música romântica, e uma das grandes obras-primas de Beethoven.

Letra da 9ª Sinfonia de Beethoven em alemão

Baixo

O Freunde, nicht diese Töne!
Sondern laßt uns angenehmere
anstimmen und freudenvollere.
Freude! Freude!

Baixo. Quarteto e coro

Freude, schöner Götterfunken
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken,
Himmlische, dein Heiligtum!
Deine Zauber binden wieder
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder,
Wo dein sanfter Flügel weilt.
Wem der große Wurf gelungen,
Eines Freundes Freund zu sein;
Wer ein holdes Weib errungen,
Mische seinen Jubel ein!
Ja, wer auch nur eine Seele
Sein nennt auf dem Erdenrund!
Und wer’s nie gekonnt, der stehle
Weinend sich aus diesem Bund!

Freude trinken alle Wesen
An den Brüsten der Natur;
Alle Guten, alle Bösen
Folgen ihrer Rosenspur.
Küsse gab sie uns und Reben,
Einen Freund, geprüft im Tod;
Wollust ward dem Wurm gegeben,
Und der Cherub steht vor Gott.

Tenor e coro

Froh, wie seine Sonnen fliegen
Durch des Himmels prächt’gen Plan,
Laufet, Brüder, eure Bahn,
Freudig, wie ein Held zum Siegen.

Coro

Seid umschlungen, Millionen!
Diesen Kuß der ganzen Welt!
Brüder, über’m Sternenzelt
Muß ein lieber Vater wohnen.
Ihr stürzt nieder, Millionen?
Ahnest du den Schöpfer, Welt?
Such’ ihn über’m Sternenzelt!
Über Sternen muß er wohnen.

Letra da 9ª Sinfonia de Beethoven em português

Baixo

Ó, amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!

Baixo. Quarteto e coro

Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.

Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!

Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até a morte;
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim que se ergue diante de Deus!

Tenor e coro

Alegremente, como seus sóis voem
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.

Coro

Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do Céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora!

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Por que a correspondência entre Mivart e Darwin ainda não foi publicada online?


St. George Jackson Mivart (1827-1900), anatomista, foi um ex-protegé de Thomas Huxley, fez parte do círculo íntimo de Darwin, recomendado para ser Fellow of the Royal Society (FRS) por Darwin e outros, foi e é uma figura incômoda para Darwin e os seus discípulos desde 1859.

Ao contrário do afirmado pela Historiografia convencional de que as críticas feitas à teoria de Darwin foram religiosamente motivadas, as críticas de Mivart foram científicas. Essas críticas publicadas anonimamente (era costume da época) nos jornais e revistas , e compiladas no livro Genesis of Species (1871) [Download grátis: 4.4 MB] forçaram Darwin revisar pela última vez o Origem das Espécies (1872).

Darwin escreveu e recebeu milhares de cartas. Há até um projeto online sobre sua correspondência: Darwin Correspondence Project. Durante o mestrado em História da Ciência feito na Pontifícia Universidade Católica - SP entre 2006-2008, este blogger tentou junto a este projeto, o acesso à correspondência de Mivart e Darwin. Resposta dos responsáveis: "Esta correspondência não está liberada". Perguntei quando estaria? Não souberam precisar quando estaria liberada.

No dia 22 de dezembro de 2010, ao acessar a correspondência entre Mivart e Darwin e encontrar esta resposta causou-me espanto:

The full text of this letter is not yet available online.

[O texto completo desta carta ainda não está disponível online]

Como historiador de ciência em formação àquela altura, eu esperava ter acesso como soi ocorrer entre universidades, instituições e organizações científicas. Nada disso valeu. Não pude elaborar uma dissertação de mestrado do jeito que esperava realizar, pois esta correspondência poderia mostrar como que a primeira controvérsia científica na qual Darwin se envolveu e se empenhou direta e indiretamente (o capítulo que escrevi: A retórica invisível de Darwin não foi acolhido) se desenvolveu.

Por que a Nomenklatura científica não libera online a correspondência entre Mivart e Darwin? A ciência não é a busca pela verdade? O cientista não segue as evidências aonde elas forem dar? Manter sigilo do conteúdo desta correspondência é um grande desserviço à História da Ciência, e o blog DarwinLeaks tem a obrigação de tornar isso público.

Autor:


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h
ttp://darwinleaks.blogspot.com/

http://d
arwinleaks.blogspot.com/2010/12/por-que-correspondencia-entre-mivart-e.html

http:/
/darwinleaks.blogspot.com/2010/12/darwinleaks.html

http://pos-darwinista.blogspot.com/

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terça-feira, 17 de maio de 2011

Os legionários de Roma

Um legionário romano (legionarius, em latim) era o soldado de uma legião. Eram soldados bem treinados e organizados. Com estes soldados, Roma conquistou todos os territórios que formaram o Império Romano.

Os legionários estavam organizados em pequenos grupos, grupos de 10 que formavam grupos de 80 que recebiam ordens de seu centurião.

Uma legião contava 4000 a 8000 homens; a maioria eram formadas por 4800 legionários.

O legionário romano era (normalmente) um cidadão romano com menos de 27 anos de idade. Era alistado numa legião para servir 25 anos, uma mudança na prática anterior de alistamento para apenas uma campanha (batalha).

Os últimos 5 anos de serviço de um legionário veterano eram prestados em serviços mais leves.

Equipamento

Na marcha por entre territórios inimigos, um legionário era equipado com

  • uma armadura (lorica segmentata ou mais comumente chamada lorica hamata) ,uma armadura especial que podia ser produzida em vários locais e depois montada assim acelerando a sua produção (primórdios da produção militar moderna),
  • um escudo (scutum) rectangular de 1,5 metros,
  • um capacete (galae)
  • dois dardos (um pesado chamado pilum e outro leve),
  • uma espada curta (gladius),
  • uma adaga (pugio),
  • um par de sandálias de cabedal (caligae), resistentes e pesadas ,
  • uma sarcina (bolsa de carga) que continha comida para alguns dias,
  • material para cozinhar
  • duas estacas (sudes murales,) um tipo de cerca romana, uma pá e um cesto de usos gerais.
Legionários
Legionários: reconstituição moderna do equipamento, feita na Polónia.

Um soldado romano era submetido a rigorosos treinamentos; a disciplina era a base para o sucesso do exército.

Os soldados eram constantemente treinados com armas e especialmente treinados em marchas, marchas forçadas com toda a carga que um soldado pudera carregar e em formação de guerra.

A disciplina era muito importante nas legiões e quaisquer infrações eram severamente punidas pelos centuriões.

Immunes

Immunes eram soldados especializados em atividades secundárias, tais como engenharia, carpintaria e medicina. Esses homens eram treinados como qualquer outro legionário no entanto e poderiam ser colocados em batalhas se necessário fosse.

Eles eram excluídos de algumas tarefas mais trabalhosas e cansativas tais como as marchas citadas acima, e eram mais bem pagos que seus camaradas legionários comuns.

Pagamentos (soldos)

A partir de Gaius Julius Caesar, os legionários recebiam 225 dináres (denarii) por ano; esta soma permaneceu imutável até o tempo de Titus Flavius Domitianus, que aumentou o soldo para 300 dináres anuais.

Ao contrário da inflação controlada do século II, não houve nenhuma mudança na quantia paga aos legionários até à era de Lucius Septimius Severus, que aumentou o salário para 500 dináres ao ano.

Todos os legionários recebiam uma quantia 3000 dináres e/ou um pedaço de terra fértil ao fim de seus serviços como soldados. Mais tarde, no tempo de Caracalla, essa soma foi aumentada para 5000 dináres.

Por vezes, os legionários veteranos foram premiados com a construção de cidades — é o caso de Colónia (na Alemanha) e Mérida (na Lusitânia)

Sandálias de legionário. Original e reconstrução.

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Linkhttp://algarvivo.com/arqueo/romano/legionarios.html

http://algarvivo.com/arqueo/romano/glossario.html

http://algarvivo.com/arqueo/romano/index.html

domingo, 15 de maio de 2011

Liberdade da escravidão estrangeira

Pode-se dizer que todas as idéias predominantes em nossa política, durante a Monarquia, durante a República, e ainda nestes dias incertos, são idéias criadas pelos estrangeiros que nos exploram e que têm todo interesse em nos manter num estado de inconsciência, de timidez e incapacidade.

Essas idéias são como hipnóticos: imobilizam-nos.O Brasil está escravizado a uma série de preconceitos deprimentes. É doloroso ouvir-se um brasileiro culto: ele condena a nossa raça, os nossos costumes, atribuindo todos os nossos males à nossa inferioridade. Ele canta a superioridade étnica e moral dos anglo-saxônicos, aponta para os Estados Unidos, numa atitude de basbaque, procurando humilhar os seus patrícios pelo cotejo da nossa pobreza com a opulência do país dos milionários.

Os estrangeiros que nos exploravam meteram na cabeça dos nossos políticos e literatos que éramos a nação mais rica do mundo, isso porque a terra aqui dá tudo, conforme dizia Pero Vaz Caminha, em sua carta ao rei D. Manuel.

É preciso distinguir: “riqueza e “aproveitamento de riqueza”. De nada vale possuir terras fecundas, florestas opulentas, uma fauna e uma flora soberbas, se não podemos industrializá-las e comercializá-las. Só agora, com o advento da eletricidade e a descoberta de outros combustíveis além da hulha (carvão betuminoso), podemos começar a pensar no “aproveitamento das nossas riquezas”. Infelizmente embriagados megalomania da Natureza Portentosa, ouvimos o canto da serei dos banqueiros internacionais e oneramos o nosso futuro. A nossa libertação agora vai ser mais difícil.

Cumpri ainda observar que os banqueiros internacionais, desde os primeiros dias da nossa independência, procuraram criar-nos, através da política da Inglaterra, toda sorte de dificuldades , no concernente á nossa organização econômica e ao nosso comercio interprovincial. A repressão ao tráfico africano teve por fim exclusivo privar-nos de braços para a lavoura a pretexto de policiar os mares, os cruzadores britânicos opunham os maiores embaraços a nossa incipiente navegação mercante.

O “controle” da nossa vida financeira, sempre exercido pelos bancos estrangeiros, criou, por sua vez, as mais graves dificuldades internas na circulação interna de nossos produtos, lutando sempre o nosso comércio com a exigüidade do agente intermediário, isto é, do dinheiro.É inútil produzir, quando não se pode vender. No exterior, tínhamos os nossos produtos desvalorizados pela concorrência dos nossos próprios credores. No interior a falta de capacidade aquisitiva de nossas populações tirava todo o ânimo do produtor. Encurralado por todas as dificuldades, o nosso caboclo tinha de subordinar-se às imposições de açambarcadores, que detinham dinheiro. Estes impunham preços ridículos ao produtor e preços exorbitantes ao consumidor.


Tivemos ainda de contar com dois fatores opressivos: as dificuldades de transporte e as altíssimas taxas de juros. Fretes e juros sugam todas as energias dos produtores.

Quê fez o caboclo diante de tudo isso? Resolveu não plantar.

Vem daí a acusação injusta de indolência aos nossos patrícios. Tais acusações procedem daqueles pretendiam escravizar o caboclo na gleba. Esses vampiros encontraram no Brasil uma quantidade enorme de literatos que começaram menosprezar o nosso bravo sertanejo.

Mas o caboclo é que era inteligente. Só ele era superior, com a sua filosofia e seu sorriso cético.

Ele criou a maior frase de todos os tempos da história brasileira, que é esta: “Plantado, dá!”

Sim. O caboclo tem razão. A terra é boa. Plantando dá.

Mas, que adianta plantar, se não temos meios de transportes?

Que adianta produzir, sem máquinas agrícolas? Como comprar as máquinas, se não fazendo dividas com os agiotas internacionais, que chupam o nosso sangue? Como elevar o nível das safras, se o preço alcançado não compensa?

Só o caboclo é grande na nossa terra!

Só ele tem sabido, na sua pobreza extrema, na sua enfermidade, na segregação em que se encontra, sorrir com desdém para os sociólogos dos países capitalistas atirando-lhes esta frase genial, formidável, que define toda a história, todo o sacrifício, o epílogo de uma epopéia:

-Plantando, dá.

Escravos dos preconceitos, os brasileiros acusam o povo de indolente, de inculto, de analfabeto. E procuram aconselhar remédios ridículos, que estão indicados nos formulários dos nossos inimigos.LinkA situação do Brasil é devida exclusivamente a exploração dos povos que, tendo sido detentores da hulha (carvão betuminoso) na fase de inicio da época industrial, e tendo ao seu dispor os capitais já acumulados anteriormente, empreitaram a nossa escravização.

Acusar o brasileiro de indolente é um crime de lesa-Pátria.


Todos os nossos males vieram da importação de capitais, da montagem caríssima do pouco que possuímos e dos empréstimos onerosos que gravaram para sempre o homem da nossa terra. E vieram da educação a que nos submetemos de admiradores embasbacados da Europa e da América do Norte, onde nada temos que aprender, porque somos infinitamente superiores.

Independência ou morte! É chegado o momento de repetirmos a frase do nosso primeiro imperador. Afirmação bárbara da nossa personalidade brasileira. Repetição diária, nas nossas escolas primárias, nos nossos colégios secundários, nas nossas academias, nos nossos congressos, na imprensa, nos comícios, em toda parte.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tesouros do Integralismo em Santa Rita do Sapucaí.

Clique na imagem para ampliar e ler a matéria.

Conferencia do General Jorge Pinheiro em meados da década de 30 no antigo cinema da cidade de Santa Rita do Sapucaí.

Plínio Salgado em Santa Rita do Sapucaí entre integralistas e simpatizantes.

Plínio Salgado entre Integralista em Santa Rita do Sapucaí (31/07/1935).

Reunião do núcleo integralista da cidade.
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Jornal Aço Verde, Ano I, N°15 de 28 de novembro de 1935. Informativo do Núcleo Integralista de Santa Rita do Sapucaí.
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sábado, 7 de maio de 2011

De Exorcizandis Obsessis A Daemonio (Somente para Padres).


Servidor: 4Shared (Link direto)
Arquivo: RAR /PDF
Numero de Páginas: 518
Idioma: Latim
Tamanho: 14.05MB
O Ritual de Exorcismo Romano encontra-se na página 269.


Livro litúrgico que contém, além de outros rituais, o único ritual formal para Exorcismo sancionado pela Igreja Católica Romana. Neste livro encontram-se todos os Rituais da Igreja Católica. Rituais que vão desde o Batismo de crianças até o ritual de Exorcismo. Muitos procuram por este livro na internet e ele é realmente difícil de encontrar.
O Rituale Romanum (Ritual Romano em latim) é um livro litúrgico que contém todos os rituais normalmente administrados por um padre, incluindo o único ritual formal para exorcismo sancionado pela Igreja Católica Romana até finais do século XX. Além do exorcismo de demônios e espíritos, esse manual de serviço para padres também contém instruções para o exorcismo de casas e outros lugares que se acredita estarem infestados por entidades malignas.
O Exorcismo, na Teologia Católica, só pode ser ministrado pelo Padre com a autorização do Bispo Diocesano. Portanto, sair por aí querendo Exorcizar "todo mundo" não vai dar em nada. Não é um livro de magia que contenha palavras mágicas, para fazer um “demônio” sair do corpo. Como já foi mencionado, é um livro litúrgico que deve ser usado por Padres, mas como visa este blog nada lhe impede de aprender e compreender.


O arquivo está em PDF, se não possuir o programa baixe no link que se segue:

http://ardownload.adobe.com/pub/adobe/reader/win/9.x/9.3/ptb/AdbeRdr930_pt_BR.exe

O arquivo encontra-se bloqueado para copias. Desbloquei no link que segue e divulgue quantas partes lhe interessar:

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Você quer sabe mais?


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Fábulas de Esopo

“Acho que deveríamos colocar Esopo entre os grandes sábios de que a Grécia se orgulha, ele que ensinava a verdadeira sabedoria, e que a ensinava com muito mais arte que os que usam regras e definições.”

La Fontaine

Diógenes e o Homem do Rio

Durante uma viagem, Diógenes, o cínico, parou diante da correnteza de um rio. E ficou ali na margem, sem saber o que fazer, quando um homem que tinha o hábito de atravessar as pessoas, vendo-o indeciso, aproximou-se e, com sua bondade, colocou-o nos ombros para levá-lo à outra margem. Diógenes ficou constrangido por ser muito pobre e não ter como pagar-lhe. Estava assim absorto em seus pensamentos quando o homem, vendo um outro viajante com as mesmas para atravessar o rio, correu até ele e ajudou-o a passar. Diógenes se aproximou dele e disse-lhe:

-Pelo que vejo, não posso lhe ser agradecido, pois o que fazes é antes fruto de uma mania que de um discernimento.

Quando prestas serviço tanto às pessoas honestas quanto aos néscios, terminas sendo visto não como um homem de boa vontade mas como um imbecil.

A Formiga

A formiga era, em tempos passados, um homem que laborava a terra. Mas suas próprias colheitas não lhe bastavam. Ele invejava as dos outros e freqüentemente ia roubar os frutos dos vizinhos. Zeus se irritou com tal cupidez e o transformou no inseto que chamamos formiga. O homem, assim metamorfoseado, não perdeu seus hábitos: ainda hoje percorre os campos alheios e põe de reserva o trigo e a cevada que outro colheu.

Por mais que se castigue o homem mau, ele nunca se emenda.

O Leão e o Javali

Era verão e os animais estavam sedentos. Um leão e um javali foram matar a sede numa pequena fonte. Estavam brigando para ver quem ia beber primeiro. A briga terminou numa luta sangrenta. De repente, tendo-se separado momentaneamente para recuperar o ar, viram os abutres que só estavam esperando quem um deles morresse para devorá-lo. Pararam então de brigar:

-Melhor ficarmos amigos que servir de pasto aos abutres e aos corvos.

Querelas e disputas nos expõem ao perigo. Melhor acabar com elas.

A Serpente, A Doninha e os Ratos

Uma serpente e uma doninha tinham ido brigar numa casa. Ao ver isso, os ratos, que normalmente eram a presa de uma ou de outra, saíram para esticar as pernas. Mas, quando viram os ratos, uma e outra pararam a briga e os atacaram.

Sejamos discretos enquanto os grandes se batem, senão os golpes sobram para nós.

O Lobo e a Garça

Um lobo que engolira um osso corria pelo campo procurando quem o salvasse. Ao encontrar uma garça, disse:

-Por favor, tira-me esse osso da garganta e te recompensarei.

A garça enfiou a cabeça na goela do lobo e retirou o osso. Depois ela reclamou a recompensa prometida. O lobo então respondeu:

-Já não te basta ter tirado tua cabeça sã e salva da boca de um lobo?

O reconhecimento do homem mau se limita a não causar um novo mal a quem lhe fez o bem.

O Homem e o Leão

Um homem e um leão que caminhavam juntos se gabavam o tempo todo. E eis que encontraram uma estela com um homem estrangulando um leão. Mostrando a seu companheiro, o homem lhe disse:

-Estás vendo como somos mais fortes que vocês.

Mas o animal, mal escondendo o riso, replicou:

-Se os leões soubessem esculpir, verias uma porção de homens destruídos por um leão.

Alguns se vangloriam – e são muitos – de serem fortes e ousados, até serem desmascarados e confundidos pela experiência.

A Víbora e a Hidra

Uma víbora ia regularmente beber água numa fonte. Mas uma hidra tinha feito ali sua morada e resolveu proibir-lhe o acesso:

- Aqui é meu domínio, a víbora que se contente com o seu.

O conflito chegou a tal ponto que elas decidiram se enfrentar. Quando chegou o dia da luta, as rãs que detestavam a hidra, foram ao encontro da víbora para encorajá-la e lhe prometeram combater a seu lado. A luta começou. Enquanto a víbora enfrentava a hidra, as rãs, incapazes de fazer qualquer coisa, coaxavam até mais não poder. Vitoriosa na luta, a víbora lhes repreendeu a conduta: ”Vocês tinham prometido lutar comigo, mas, em vez de me ajudar, ficaram cantando!”

“Saiba”, responderam elas, “que é com a voz e não com os braços que nós ajudamos nossos aliados.”

Quando se precisa de força, as palavras não servem para nada.

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Fábulas de Esopo. Esopo; tradução de Antônio Carlos Vianna. Porto Alegre: L&PM, 2007.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Por que estudar história?

O objetivo da investigação histórica não é simplesmente apresentar fatos, mas a busca de uma interpretação do passado. Os historiadores tentam encontrar padrões e estabelecer o significado através do rigoroso estudo de documentos e artefatos deixados por pessoas de outros tempos e outros lugares.

O estudo da história é fundamental para uma educação em artes liberais. A história é única entre as artes liberais em sua ênfase na perspectiva histórica e de contexto. Os historiadores insistem que o passado deve ser entendido em seus próprios termos, qualquer fenômeno histórico - um acontecimento, uma idéia, uma lei ou um dogma, por exemplo - deve primeiro ser compreendido em seu contexto, como parte de uma rede de instituições inter-relacionadas , valores e crenças que definem uma determinada cultura e época. Entre as artes liberais, a história é a disciplina mais preocupados com a compreensão da mudança. Os historiadores buscam não apenas explicar os acontecimentos históricos - como e por que a mudança ocorre no interior das sociedades e culturas. Eles também tentam explicar a resistência da tradição, compreender a complexa interação entre continuidade e mudança, e explicar as origens, evolução e declínio das instituições e das idéias. A história também é distinguida pelo seu amplo alcance singularmente. Praticamente todos os sujeitos tem uma história e podem ser analisados ​​e interpretados em perspectiva histórica e do contexto, o âmbito da pesquisa histórica é vinculado apenas pela quantidade e qualidade de sobreviver documentos e artefatos.

É geralmente reconhecido que um entendimento do passado é fundamental para a compreensão do presente. A análise e interpretação da história fornecem um contexto essencial para avaliar as instituições contemporâneas, a política e a cultura. Entendendo a configuração atual de sociedade não é a única razão para estudar o passado, a história também oferece uma visão única sobre a natureza humana e da civilização humana. Ao exigir que vemos o mundo através dos olhos dos outros, que desenvolvem um sentido do contexto e coerência, reconhecendo a complexidade e ambigüidade, e que nos confrontamos com o registro não só da realização humana, mas também de falha humana, crueldade e barbárie, o estudo da história nos fornece um quadro ricamente texturizados, material para a compreensão da condição humana e às voltas com questões morais e problemas. A história é essencial para os objetivos tradicionais das artes liberais, a busca pela sabedoria e virtude.

Há outra razão para estudar história: é divertido. A história combina a emoção de exploração e descoberta com a sensação de recompensa nascido de enfrentar com sucesso e dar sentido a problemas complexos e desafiadores.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.