terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Luteranos e a Maçonaria. Posicionamento oficial!



Luteranos e a Maçonaria. Imagem: Construindo História Hoje.

O tema “Maçonaria” de tempos em tempos volta a ocupar a atenção das igrejas e o interesse do mundo.
  • Que é a maçonaria?
  • Quais são seus objetivos e propósitos?
  • Há incompatibilidade entre a igreja e a maçonaria?
Os motivos que acordaram tais perguntas são vários. Da parte das igrejas foi o movimento ecumênico, um maior aconchego das denominações cristãs entre si, bem como a aproximação do cristianismo com as religiões, na tentativa de unir todas as forças vivas do mundo para uma luta mais decisiva em prol da paz mundial, da fraternidade e da justiça social. Nesse esforço comum, houve também, por parte dos maçons, maior abertura. Eles dão a conhecer publicamente os nomes de seus dirigentes e integrantes, chamam atenção para suas reuniões, destacam suas realizações na área social e combatem as acusações e incriminações que vêm sofrendo.

Nesse diálogo, as igrejas cristãs ouvem da parte dos maçons argumentações de que não são uma organização secreta, não são religião nem substitutivo para a religião; antes favorecem os verdadeiros princípios religiosos, lutam pelo aperfeiçoamento moral do indivíduo e da humanidade, promovem a união e a paz, amam a liberdade, praticam a caridade e a tolerância.


Jesus Cristo. Imagem: IELB.

Diante dessa nova situação, as igrejas cristãs, especialmente as que condenavam a maçonaria não permitindo que seus membros pertencessem a ela, são convidados a reexaminar sua posição.

Que é a Maçonaria? 

Ouçamos o que os próprios maçons dizem a seu respeito:

“A maçonaria é uma união de homens que busca, por uma união fraternal e através de ações e rituais honrados, o aperfeiçoamento e enobrecimento da pessoa.”11 Mais: “A maçonaria é o último dos grandes sistemas de uniões de homens com o alvo do aperfeiçoamento ético e moral de seus associados.”12 Por fim, ela é “uma união secreta, que tange o laço da fraternidade em torno de homens livres e honrados, laço que é mais forte e alto do que as uniões profissionais, patrióticas, nacionais ou religiosas.”13

A partir destas fontes, pode-se chegar à seguinte definição: A maçonaria é uma entidade fechada (outros preferem o termo secreta, com o que alguns maçons não concordam), que congrega homens de todas as raças e credos religiosos e políticos, que afirmam buscar a verdadeira luz, ou a verdade. Seus membros não precisam ser necessariamente ricos, mas terem o suficiente para o seu sustento e de seus familiares e possam socorrer outros, numa união fraternal, que excede os laços políticos, nacionais e religiosos.

A maçonaria se divide em dois grupos:

(1) os regulares, que se destacam pelos seguintes princípios: Não admitem mulheres em suas reuniões; exigem que seus integrantes creiam em um ser superior (a quem chamam de Supremo Arquiteto); não permitem em suas reuniões disputas religiosas confessionais ou discussões sobre política;

(2) os irregulares, divididos entre si, destacam-se por alguns princípios: admitem mulheres e ateus declarados, ou até os que professam certos credos; admitem discussões sobre religião e política; seu livro é um livro com páginas em branco.
Objetivo dos Maçons
Os maçons afirmam: “O verdadeiro objetivo da maçonaria pode resumir-se nestas palavras: desfazer nos homens os preconceitos de casta, as convencionais distinções de cor, origem, opinião e nacionalidades, aniquilar o fanatismo e a superstição, extirpar os ódios de raças e com eles o açoite da guerra; em uma palavra, chegar pelo livre e pacífico progresso a uma fórmula e modelo de terna e universal justiça, segundo a qual todo ser humano possa desenvolver livremente as faculdades de que esteja dotado e possa vir a concorrer cordialmente e com todas as forças para a comum felicidade dos seres humanos, de sorte que a humanidade venha a ser uma só família de irmãos unidos pelo afeto, cultura e trabalho.”14

A maçonaria “trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade. Daí seu lema: ciência, justiça e trabalho. Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e da prática de virtudes.15

Que querem os maçons?

“Eles querem aperfeiçoar o homem moralmente. Seus princípios básicos são: Liberdade, Tolerância e Fraternidade.”16 O quanto é possível julgar, a maçonaria afirma ter o propósito de lutar pelo aperfeiçoamento ético do homem e da humanidade. Combater o fanatismo e promover a união da humanidade. Que significa isto? Se querem melhorar o indivíduo e a humanidade, porque mulheres e crianças e as classes menos favorecidas são excluídas? Não deveria a educação moral atingir todos e isso desde o berço? Os maçons querem desfazer todos os preconceitos e classes que dividem a humanidade, mas eles próprios iniciam esse trabalho formando preconceitos, criando uma classe distinta e das mais fechadas que existe. Se querem promover uma união e lutar contra o fanatismo, perguntamos: o que é fanatismo? Confessar a verdade religiosa com confissão clara é fanatismo? Voltaremos a estas perguntas mais adiante.

Ritos e Símbolos dos Maçons

A maçonaria não possui uma base espiritual contida em palavras ou formulada em doutrina. Procuram alcançar seus objetivos éticos pelo galgar de graus, por ritos e símbolos que, em sua maioria, foram extraídos do ofício de pedreiro, visto que a maçonaria representa figurativamente a arte de construir.

Uma explicação bem popular diz que “a base espiritual dos maçons não se representa em primeira linha em palavras, mas por símbolos que foram tomados das profissões dos arquitetos, já que eles representam simbolicamente a arte de construir. A simbólica dos maçons consiste em atos simbólicos e rituais.

Aos símbolos pertencem: A Bíblia (que em outros países pode ser substituída pelo livro religioso em vigor, ex.: O Alcorão. Os maçons irregulares não aceitam a Bíblia, mas colocam em seu lugar um livro com todas suas páginas em branco), o esquadro, o compasso, o martelo, a colher de pedreiro, a mesa de trabalho; e os que dirigem o trabalho devem estar aparamentados com luvas brancas e avental.17

Albuquerque diz que “a maçonaria é ciência velada por alegorias e ilustrada por símbolos. Simbolismo é alma e vida da maçonaria; nasceu com ela, ou melhor, é o germe de que brotou a árvore da maçonaria e que ainda a nutre e anima.18 Conclui dizendo que “os símbolos maçônicos, derivados dos símbolos primitivos, foram aplicados à arte de construir desde a origem dessa mesma arte.”19

Os graus inicialmente eram três: aprendiz, companheiro e mestre. Algumas lojas permanecem com estes três; outras têm mais, chegando até 33 graus e acima. Por ritos entendem o correto desenvolvimento das ações culturais, que têm como centro o homem ao qual visam aperfeiçoar e enobrecer. Sobre o significado dos símbolos, Rolf Appel, líder da Grande Loja alemã de Hamburgo, Alemanha, escreve: “os símbolos maçons fogem a uma interpretação racional e lógica. Têm muitos sentidos - por isso são inesgotáveis - eternos e inacessíveis à experiência. O trabalho no templo simboliza tanto o trabalho no seu próprio aperfeiçoamento, como o aperfeiçoamento moral do mundo. A pedra simboliza a imperfeição; nela o aprendiz deve labutar para seu aperfeiçoamento.20

Diante desse quadro surgem várias perguntas. É possível haver uma união fraternal que sem dogma e uma base doutrinária possa alcançar a edificação moral? Até hoje esta pergunta parece não ter sido respondida pelos maçons.21 Seria o seu segredo a grande força de sua união? E qual seria esse segredo? Como se observa, tanto em seus objetivos como a respeito dos meios para alcançá-los por ritos e símbolos, há grandes incógnitas. Os maçons o explicam, afirmando que as forças destes ritos são inexplicáveis, só podem ser conhecidos pela experiência, ou seja, para conhecer seu significado a pessoa precisa tornar-se maçom.
O Segredo dos Maçons
Por muitos séculos os maçons foram acusados de serem uma organização secreta. A história o confirma.

O manto do silêncio os envolveu por muito tempo e ainda envolve muitas coisas dos maçons. Os maçons contestam essa afirmação, dizendo que não possuem segredos, mas cultivam a virtude do silêncio. Vejamos o que eles afirmam:

“o chamado segredo maçônico é justamente o ponto sobre o que mais se tem especulado e no qual se baseiam os que condenam nossa Ordem Augusta. Não compreendendo a sua verdadeira razão, ou seja, o caráter espiritual, iniciático e construtivo desse segredo, não querem ver no mesmo mais do que um pretexto para fins execráveis ou, pelo menos, tais que não podem ser confessados publicamente por temor da luz do dia.”22

“Cada um que se ocupa com a maçonaria, percebe que há um segredo, que já por séculos une os maçons. Esse segredo está nos rituais que agem sobre eles e desprendem forças na alma de seus participantes para benefícios próprios e dos que os cercam. Estes segredos não podem ser desvendados, mas são vividos e experimentados na alma... Por isso num dos manuais da maçonaria de 1863 consta: A maçonaria não tem segredos, mas é um segredo.”23

“Calar é para os maçons uma virtude, que deve agir para educar. Isto se refere ao ritual, às conversas íntimas de irmãos, à informação sobre irmãos. Ela é antes uma contra-ofensiva à exagerada verbosidade de nosso tempo.24

O segredo dos maçons é a vivência pessoal. Este é um fator indispensável, como relata um mestre maçom:

“Eu sabia como tudo iria acontecer. Mas quando estava no meio de meus irmãos, e meus olhos foram desvendados, fui comovido em meu íntimo. As lágrimas me vieram aos olhos. Isto posso relatar quantas vezes quiserem e não compreenderão o que senti neste momento. Nem mesmo eu o posso exprimir em palavras. São sentimentos que só se pode experimentar e não descrever, como a ordenação de um sacerdote, a confirmação, o casamento, o ser mãe pela primeira vez. Nestes momentos há sentimentos indescritíveis. O segredo da maçonaria é a vivência."25

Respondendo à pergunta se a maçonaria é uma sociedade secreta, um manual seu diz: “Não, pela simples razão de sua existência, pois é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de histórias, etc. O único segredo que existe, e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os seus ensinamentos neles contidos.”26

Afirma Salomão: “Há tempo de estar calado, e tempo de falar” (Ec 3.7). Tudo tem sua razão e seu motivo. Se é para falar o mal, calar é ouro, se deixo de falar o bem, calar é pecado. “Quem não me confessar diante dos homens,” diz Jesus, “também não o confessarei diante do meu Pai que está nos céus” (Mt 10.32). Assim o calar é uma virtude somente quando usado para evitar o mal.

Há segredos militares que visam o bem da pátria. Mas por que vamos esconder o bem? Se a doutrina dos maçons visa o bem e tem este poder, por que calar? Qual o motivo de calar dos maçons? Eis a incógnita, que permanece não respondida, apesar de toda a apologética maçônica.27 Boaventura Kloppenburg afirma que “a Maçonaria não é apenas uma sociedade discreta, mas secreta, no sentido próprio e usual da palavra.”28
A Maçonaria é Religião?

A maçonaria afirma categoricamente não ser religião, nem substitutivo para a religião. Os maçons não são contra a religião, antes, especialmente os regulares, exigem que seus filiados acreditem em um ser superior. Ouçamos o que afirmam.

Lê-se no primeiro Artigo da Constituição de Anderson: “por seu compromisso, o maçom é obrigado a obedecer à lei moral, e, se devidamente compreende a Arte, jamais será um estúpido ateu nem um libertino irreligioso. Porém, embora nos tempos antigos os maçons fossem obrigados a pertencer à religião dominante em seu país, qualquer que fosse, considera-se hoje muito mais conveniente obrigá-los apenas a professarem aquela religião que todo o homem aceita, deixando cada um livre em suas opiniões individuais, isto é, devem ser homens probos e retos, de honra e honradez, qualquer que seja o credo, a denominação que o designa. Deste modo, a maçonaria é o centro de união e o meio de conciliar a verdadeira fraternidade entre pessoas que teriam permanecido perpetuamente separadas."29

A maçonaria é uma religião? Muitos maçons afirmam que não.

Dizem: A maçonaria não é uma religião, mas uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio as pessoas de todos os credos religiosos, sem nenhuma distinção. Mas há controvérsia. Outros maçons afirmam ser a maçonaria uma instituição religiosa “porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador absoluto, supremo e infinito, ao qual se dá o nome de Grande Arquiteto do Universo, porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do Universo, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda a ideologia e atividade maçônica.”30 Haack contesta: “Os maçons de nossos dias nada têm a ver com religião. Mas por ter crescido em terra cristã, nota-se em muitas partes contatos no campo da ética.”31 Ou, então: “ela compromete o maçom só com aquela religião com a qual todos os homens concordam e deixa a cargo de cada indivíduo suas convicções especiais.”32

Em contraposição à religião, todo o esforço dos maçons concentra-se na vida nesta terra; não se refere à eternidade: não realizam cultos e sua grande diferença em relação à religião é não possuir uma doutrina salvífica. Assim também o jesuíta Michel Diereck reconheceu que a maçonaria não é religião, mas um estilo de vida e não possui um dogma escrito, mas regras de vida.”33 No ritual fúnebre da maçonaria fica expresso que pelo avental depositado na sepultura, os maçons são “lembrados da pureza e conduta da vida tão essenciais para ser admitido na Loja Celestial lá do alto, onde o Supremo Arquiteto do Universo reina em eterno esplendor.”34

Como se vê, os maçons negam serem religião ou substitutivo para ela. Ao mesmo tempo afirmam serem religiosos e por isso possuem ritos cultuais. Negam que aspiram ser uma religião que una a todos; ao mesmo tempo afirmam combater o fanatismo, tirarem de cada religião as verdades universais e lutarem por uma união. Possuem o seu deus, se bem ser-lhes o mesmo desconhecido. Dão-lhe o nome de Grande Arquiteto do Universo – G.A.D.U.35 Iniciam suas reuniões em nome desse Arquiteto. Cultuam esse deus não por ensinamentos dogmáticos, mas por ritos simbólicos. Têm seus próprios ritos funerais.

Se a religião se ocupa com a relação do homem com Deus, então a maçonaria é religião. Pretendem ser uma religião que toda a pessoa possa aceitar. Portanto uma religião segundo a carne, que não aceita as coisas do Espírito de Deus. São religião tolerante, tão em moda em nosso tempo de ecumenismo, cujo denominador comum é: “União na diversidade e aceitar a verdade de cada um, pela tolerância.” Dentro de seu princípio de tolerância, usam o livro religioso mais em voga na localidade, mas na verdade não aceitam nenhum, pois têm sua própria concepção das coisas.

Bem afirmou um líder maçônico: “Nós só aceitamos “procuradores”, não aceitamos “achados” em nossas fileiras. Quem deseja ser um maçom o percebe primeiramente em seu interior, então confia-se a um amigo.”

Assim consta num antigo documento maçom. Esta frase espelha a verdadeira índole maçônica. Maçons são pessoas que procuram a verdade. São eternos procuradores. Procuram a verdade, a justiça e o aperfeiçoamento. Em tudo isso, seus olhos não estão voltados para a eternidade, nem atentos à voz de sua razão. Realmente é uma religião pobre e vazia. Falam em Deus, mas não o conhecem. Veneram um deus mudo que não lhes fala. Confiam em suas próprias obras, julgando que por elas são aceitos pelo deus desconhecido na eternidade. Como não possuem uma verdade expressa, aceitam de certa forma qualquer religiosidade, desde que concorde com seus princípios. Mas, no confronto com a verdade revelada do verdadeiro Deus, a rejeitam.Chamam o apegar-se à verdade divina, revelada na Escritura, de fanatismo e a combatem, revelando assim a índole da natureza humana que não aceita as coisas do Espírito de Deus (2Co 2.14). Reúnem pessoas que buscam a verdade e a paz, por não a terem encontrado nas religiões existentes.

 Luteranos e a Maçonaria

Diante do que vimos sobre a maçonaria, especialmente as afirmações de que o maçom é um eterno procurador da verdade, que luta pelo aperfeiçoamento moral da pessoa e julga ser capaz disso, queremos mostrar porque um cristão convicto, especialmente o cristão luterano, não se filia à maçonaria, e porque um maçom, ao abraçar a fé cristã, não permanecerá na maçonaria. As razões o poeta sacro expressou assim: “Achei o eterno fundamento, em que minha âncora firmar; é Cristo e seu atroz tormento. Eterno, prévio à terra e mar, nem mesmo irá estremecer, quando o universo perecer.”36

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Obrigado!



Mais um ciclo termina e um novo começa. Com as graças de Deus foi um ano de muita luta, mas também de muitas vitórias, pois não poderia ser diferente, o caminho mais árduo sempre tende a ser o correto nas veredas da vida, e o caminho fácil cercado de deleites sempre conduz a veredas da morte.

Neste ano fizemos novos amigos, aprendemos, erramos, construímos e desconstruímos para voltar a construir melhor. Desse modo o Construindo História Hoje é construído a cada dia por cada visitante que em números já chegam a mais de meio milhão de visitas. Juntos já atingimos mais de quatrocentos seguidores. Encaramos novos horizontes e aderimos ao FaceBook onde consta mais de duzentos seguidores e no Google + com mais de cento e vinte amigos.

É uma jornada longa, mas que traz seus benefícios a longo prazo. Levar de forma simples, mas concreta o conhecido do grande Universo da História a todos, tornando as pessoas melhores para que possam fazer uma nação melhor pela graça de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Como todo ano trago um presente de sabedoria aos meus amigos e neste ano não poderia ser diferente. As palavras são poderosas elas podem construir ou destruir, pois então faça a escolha certa e construa. Trago aos amigos as palavras de uma sábia cristã, Madre Teresa de Calcutá que devotou toda sua vida para aqueles que não tinham nada e mostrou que o amor pode ser maior que a riqueza e opulência.

Que essas palavras possam multiplicar-se em nossas almas e que venhamos aprender com a maior riqueza que pode existir. O amor puro e absoluto que se entrega sem reservas em nome de um bem maior.

Fiquem todos com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Leandro Claudir

São Cipriano, O Feiticeiro ( 250 - 304 d.C)



Cipriano, o Feiticeiro e São Cipriano, após a conversão. Imagem: Construindo História Hoje.

Filho de pais pagãos e muito ricos, nasceu em 250 d.C. na Antioquia, região situada entre a Síria e a Arábia, pertencente ao governo da Fenícia. Desde a infância, Cipriano foi induzido aos estudos da feitiçaria e das ciências ocultas como a alquimia, astrologia, adivinhação e as diversas modalidades de magia.

Após muito tempo viajando pelo Egito, Grécia e outros países aperfeiçoando seus conhecimentos, aos trinta anos de idade Cipriano chega à Babilônia a fim de conhecer a cultura ocultista dos Caldeus. Foi nesta época que encontrou a bruxa Évora, onde teve a oportunidade de intensificar seus estudos e aprimorar a técnica da premonição. Évora morreu em avançada idade, mas deixou seus manuscritos para Cipriano, dos quais foram de grande proveito. Assim, o feiticeiro dedicou-se arduamente, e logo se tornou conhecido, respeitado e temido por onde passava.

Dos quatro santos deste nome, o que está efetivamente ligado à tradição popular luso-brasileira é aquele que foi martirizado a 26 de setembro de 304, em Antioquia. Astrólogo, mágico, feiticeiro, conquistou má fama de mulherengo. Converteu-se porém, ao tentar corromper uma donzela de nome Justina, sendo ambos sacrificados. Desde então, começaram a proliferar os ciprianistas, bruxos e feiticeiros, que passaram a praticar a magia de acordo com as normas de deu patrono. Na literatura de cordel, existem dois livros de São Cipriano, bem distintos um do outro: o que ensina magia negra ou branca, além de toda a sorte de feitiçarias; e o que indica mil e um modos de sortilégios amoroso, variando entre o ingênuo, o brutal e o repelente. Há ainda o chamado VERDADEIRO LIVRO DE SÃO CIIPRIANO, publicado pela antiga Livraria Quaresma, do Rio de Janeiro, de que se tiraram no Brasil mais de uma centena de edições. 

O livro certamente nos veio da Europa. Em Portugal encontramos um "Livro de São Cipriano, tirado d'um manuscrito. Feito pelo mesmo Santo, que ensina a desencantar todos os encantos feitos pelos mouros neste Reino de Portugal, e também indicando o lugar onde se encontrão. Mandado publicar por Pereira e Silva. Porto: Typographia de D.Antônio Moldes, Largo da Batalha No 41 - 1849."(Na revista O Archeologo Portugues. Vol.XXIII. Lisboa, Imprensa Nacional, 1918. p.223.)

Livro de São Cipriano é um grimório publicado em diversos países, inclusive no Brasil pela Editora Eco e a antiga Livraria Quaresma, do Rio de Janeiro, que contém diversos rituais de ocultismo, mais especificamente magias (branca e negra), com múltiplas finalidades, inclusive para o quotidiano.

O Livro de São Cipriano hoje é uma verdadeira coleção, todos afirmando que são os verdadeiros livros de São Cipriano, mas, na verdade, São Cipriano só escreveu um: Livro de São Cipriano de Capa Preta. 

A lenda de São Cipriano, o feiticeiro, confunde-se com São Cipriano de Cartago, santificado pela Igreja Católica, conhecido como o Papa Africano. Apesar do abismo histórico que os afasta, as lendas combinam-se e os Ciprianos, muitas vezes, tornam-se um só na cultura popular. É comum encontrarmos fatos e características pessoais atribuídas equivocadamente. Além dos mesmos nomes, os mártires coexistiram, mas em regiões distintas.

Cipriano, o feiticeiro, é celebrado no dia 2 de outubro. Foi um homem que dedicou boa parte de sua vida ao estudo das ciências ocultas. Após deparar-se com a jovem Justina, converteu-se ao cristianismo. Martirizado e canonizado, sua popularidade cresceu devido ao famoso Livro de São Cipriano, um compilado de rituais de magia.

A conversão

Vivia em Antioquia a bela e rica donzela Justina. Seu pai Edeso e sua mãe Cledonia, a educaram nas tradições pagãs. Porém, ouvindo as pregações do diácono Prailo, Justina converteu-se ao cristianismo, dedicando sua vida as orações, consagrando e preservando sua virgindade.

 São Cipriano e Justina. Imagem: Religiosidade Popular.

Um jovem rico chamado Aglaide apaixonou-se por Justina. Os pais da donzela (também convertidos à fé Cristã) concederam-na por esposa. Porém, Justina não aceitou casar-se. Aglaide recorreu a Cipriano para que o feiticeiro aplicasse seu poder, de modo que a donzela abandonasse a fé e se entregasse ao matrimônio.

Cipriano investiu a tentação demoníaca sobre Justina. Fez uso de um pó que despertaria a luxúria, ofereceu sacrifícios e empregou diversas obras malignas. Mas não obteve resultado, pois Justina defendia-se com orações e o Sinal da Cruz.

A ineficácia dos feitiços fez com que Cipriano se desiludisse profundamente perante sua fé e se voltasse contra o demônio. Influenciado por um amigo cristão de nome Eusébio, o bruxo converteu-se ao cristianismo, chegando a queimar seus manuscritos de feitiçaria e distribuir seus bens entre os pobres.


O famoso Livro de São Cipriano foi redigido antes de sua conversão. Uma parte dos manuscritos foi queimada por ele mesmo. A questão é que não se sabe quando, e por quem os registros foram reunidos e traduzidos do hebraico para o latim, e posteriormente levados para diversas partes do mundo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Jesus Cristo e a Arqueologia



Papiros do Mar Morto. Imagem: Arqueologia da Bíblia.

Seguindo um ponto tradicional, o objeto de estudo da arqueologia seria apenas o estudo das "coisas", particularmente os objetos criados pelo trabalho humano (os "artefatos"), que constituiriam os "fatos" arqueológicos reconstituíveis pelo trabalho de escavação e restauração por parte do arqueólogo. Essa concepção encontra-se muito difundida entre aqueles que consideram ser a tarefa do arqueólogo simplesmente fazer buracos no solo e recuperar objetos antigos. Na verdade, a palavra arqueologia deriva do grego e significa "conhecimento dos primórdios" ou "relato das coisas antigas". Tive inclusive em Janeiro de 2011 o privilégio de participar de uma escavação arqueólogica em Israel e digo com toda a certeza que arqueologia não é Indiana-Jones. A arqueologia tem, nos últimos anos, alargado seu campo de ação para o estudo da cultura material de qualquer época, passada ou presente. A arqueologia industrial, por exemplo, estuda construções e objetos ligados à indústria, no passado e no presente. A arqueologia histórica constitui outro exemplo do estudo do passado recente e do próprio presente, pela arqueologia contemporânea. Mas existe uma outra parte da arqueologia divulgada muito mais nas últimas décadas pela quantidade de achados que estão ajudando a sua teoria a ser comprovada:
A arqueologia bíblica.

A arqueologia bíblica estuda restos materiais relacionados direta ou indiretamente com os relatos bíblicos e com a história das religiões judaico-cristãs. E é sobre a sua relação com a veracidade histórica de Cristo que iremos falar hoje neste artigo.

Jesus existiu?

"Flávio Josefo (37-100 d.C), um historiador judeu que se aliou aos romanos, escreveu um clássico tratado sobre a história dos judeus, desde os primórdios até o primeiro século d.C., período em que ele mesmo vivera. Ele menciona nominalmente Jesus em pelo menos 3 ocasiões, embora a última seja reconhecidamente uma interpolação tardia e, portanto, não merece ser avaliada.
Mas, numa designação muito clara do ministério de Jesus, ele escreveu:
'Por esse tempo, surgiu Jesus, homem sábio (se é que na realidade se pode chamar de homem). Pois era obrador de feitos extraordinários e mestre dos homens que aceitam alegremente coisas estranhas. Ele arrastou após si muitos judeus e muitos gregos. Era considerado o Messias. Embora Pilatos, por acusações de nossos chefes, O condenasse à cruz, aqueles que O tinham amado desde o princípio não cessaram de proclamar que, passado o terceiro dia, Ele apareceu-lhes novamente vivo. Os profetas de Deus tinham respeito por Ele. Ademais, até o presente, a estirpe dos cristãos, assim chamada por referência a Ele, não cessou de existir.' "

Nesse texto podemos ver claramente a visão de Josefo sobre o mestre e seus milagres. Ele não era seu seguidor e portanto não teria porque repetir o testemunho de seus feitos. Josefo, provavelmente não teria visto pessoalmente nenhum dos milagres (ele nasceu depois de sua morte), mas conheçeu testemunhas pessoais dos fantásticos acontecimentos relacionados ao ministério dEle.

Mas, será que existe algum relato romano sobre cristo?

O historiador Tácito que, por volta do ano 115 mencionou o incêndio de Roma de 64 d.C. e mencionou a perseguição de Nero aos cristãos e o nome de Cristo que, segundo ele, não era um título mas um nome.

Os essênios e o Cristianismo

Seguindo o entusiasmo inicial provocado pela descoberta dos rolos do Mar Morto e a publicação das obras principais dos essênios, vários estudiosos procuraram estabelecer paralelos entre as ideias religiosas e as práticas dos essênios e a igreja cristã primitiva.

Mas se há alguma semelhança entre os ensinos de cristo e a seita, é porque ambos remontam à mesma fonte: o velho testamento.

Não há nenhuma evidência de contato entre Jesus e a comunidade de Qumram, por outro lado, João Batista, durante sua longa permanência no deserto poderia ter algum contato com os essênios. Isto não quer dizer que João aprendeu algo com os essênios.

Os Essênios não eram os únicos a advogar uma vida de ceticismo ou a praticar o batismo. Se João partilhava com os essênios a expectativa do Messias, a qual se considerava o precursor, havia inúmeros outros israelitas que acariciavam a mesma esperança. Convém mostrar que em contraste com os essênios que viviam no deserto, João dirigia sua palavra a todos e não apenas a uma elite espiritual. Além disso, o batismo realizado por João era feito uma só vez e não várias vezes como os essênios faziam.

Baixo império-romano: o início da perseguição

Jesus pregou suas ideias durante o governo de Otávio Augusto (27 a.C. - 14 a.C). Após a morte de Jesus, as ideias cristãs se propagaram por todo o império, conquistando um considerável número de adeptos.

Mas porque a propagação do cristianismo tornou-se um problema para Roma?
As idéias defendidas por Cristo eram completamente opostas a religiao romana, inclusive colocando em dúvida o caráter divino do imperador. O cristianismo foi abraçado pela maioria da população, especialmente por escravos , que se identificaram com o princípio de igualdade entre os homens diante de um único Deus.

ICHTUS?

Se você pensa que a cruz de cristo é o símbolo cristão mais antigo, está errado. Na verdade a cruz nem símbolo cristão é.
A cruz, era um dos métodos mais cruéis e brutais de morte criado pelos romanos, o que não se adapta muito a uma religião que prega o amor de uns aos outros, não acha?

Arqueólogos fazem descoberta de artefatos que contém referência direta à ressurreição


Uma inscrição grega que faz referência à ressurreição de Jesus e a imagem de um grande peixe com uma figura humana na boca, que seria uma representação que evoca a passagem bíblica do profeta Jonas. Imagem: Arqueologia da Bíblia.

Pesquisadores descobriram, em um túmulo localizado em Jerusalém, a mais antiga referência arqueológica à ressurreição de Jesus já registrada. A descoberta foi anunciada em Nova Iorque em março de 2012, pela equipe do professor James Tabor, diretor do departamento de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte.

O trabalho que levou os pesquisadores a essa conclusão foi feito em um túmulo descoberto em 1981 durante as obras de construção de um prédio no bairro de Talpiot, situado a menos de 4 km da Cidade Antiga de Jerusalém.

“Até agora me parecia impossível que tivessem aparecido túmulos desse tempo com provas confiáveis da ressurreição de Jesus ou com imagens do profeta Jonas, mas essas evidências são claras”, disse Tabor, ao explicar que as câmeras de alta tecnologia utilizadas pra explorar o túmulo encontraram uma inscrição grega que faz referência à ressurreição de Jesus e a imagem de um grande peixe com uma figura humana na boca, que seria uma representação que evoca a passagem bíblica do profeta Jonas.

Essa não é a primeira vez que arqueólogos estudam a tumba, mas dificuldades anteriores impediam de se fazer mais imagens e uma exploração mais detalhada do local. Uma das dificuldades encontradas pelos pesquisadores foi o fato de que os ortodoxos condenam a escavação de túmulos judaicos, o que fez com que as autoridades políticas selassem a tumba. Até então só haviam sido feitas algumas fotos do local e poucos objetos foram retirados das tumbas, entre eles o ossário de uma criança, que compõe a coleção do Estado de Israel.

De acordo com o Correio Braziliense a idade exata dos túmulos não foi definida com testes de carbono 14, mas pode-se afirmar que os mesmos são do século primeiro devido à estética funerária, típica dos anos 20 a 70. De acordo com os pesquisadores, depois desse período, com a destruição da cidade sagrada pelos romanos, os judeus deixaram de usar caixas de pedra nos funerais.

domingo, 23 de dezembro de 2012

O verdadeiro significado do Natal: Conheça o Aniversariante!



Conheça o aniversariante. Imagem: Jardim das Reflexões.

O clima do Natal ainda aquece os nossos corações. Na vida e no coração de muitos, infelizmente, a comemoração do Natal tem sido sistematicamente deturpada para satisfazer o enriquecimento do mundo dos negócios. A finalidade real do Natal, a maravilhosa mensagem que ele traz, as suas implicações eternas, o grande e sublime mistério de Deus encarnado são esquecidos.

O Natal pode ser entendido em toda a sua dimensão quando Jesus recebe um lugar prioritário em nosso coração. Quando a pessoa entende que a vinda de Cristo trouxe luz á escuridão causada pelo pecado, quando abrimos os nossos olhos para o engano provocado pelas mentiras que o Diabo insiste em nos contar, entendemos que o Natal não é apenas um feriado, mas um dia sagrado.

O Natal só pode ser totalmente compreendido sob a visão da cruz erguida no Calvário de sofrimentos, ou diante da surpresa e da alegria dos discípulos à beira da sepultura vazia, ou do privilégio de assistir à ascensão de Cristo.

Para todos os que conhecem a Jesus Cristo, o Filho de Deus, a celebração do Natal não acabou, mas continua trazendo a grata felicidade, ao passo que para outros, tudo não passa de uma festa como qualquer outra que termina em poucas horas.

A grande alegria do natal


Encenação do nascimento de Jesus em Belém da Judeia. Imagem: Adaptação Construindo História Hoje.

"Estou aqui a fim de trazer uma notícia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! " ( Lc 2: 10).

Diariamente os meios de comunicação nos trazem uma enxurrada de informação. Algumas são fantásticas. Muitas, porem, são deprimentes e assustadoras. Mas hoje é o dia de lembrar a noticia extraordinária do nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus! Ela é fantástica em todos os aspectos. Está registrada no evangelho de Lucas capitulo 2, versículos 8 a 11:

"Naquela região havia pastores que estavam passando a noite nos campos, tomando conta dos rebanhos de ovelhas. Então um anjo do Senhor apareceu, e a luz gloriosa brilhou por cima dos pastores eles ficaram com muito medo, mas o anjo disse: Não tenham medo! estou aqui a fim de trazer uma boa noticia para vocês, e ela será motivo de grande alegria também para todo o povo! Hoje mesmo na cidade de Davi, nasceu o salvador de vocês - O Messias, o Senhor!"

As informações sobre o nascimento, os ensinamentos, a vida, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, sem dúvida, são as mais repetidas, e as mais ouvidas. Durante dois mil anos este evangelho tem saciado a sede da alma e fome espiritual de muitos milhões de pessoas. E hoje, esta notícia volta a ser manchete:

"Estou aqui a fim de trazer uma notícia para vocês: Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês."

A árvore artificial


Árvore artificial de Natal com pentagrama no alto. Imagem: Nós Todos Lemos.

"Façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram dos seus pecados."
(Lc 3:8)

A árvore artificial de Natal têm certas vantagens. É possível aproveitá-las por vários anos seguidos. Elas são macias e não têm espinhos. Mas, elas são artificiais.

Há pessoas que se dizem religiosas e é semelhante ás árvores de Natal artificiais Elas se dizem filiadas a uma igreja cristã, mas são como as árvores que não produzem frutos. Não se envolvem com as atividades da igreja, nem se preocupam em viver uma vida em conformidade com as doutrinas da Palavra de Deus e nem demonstrando menor interesse em servir ao Senhor Deus. Elas parecem boas, mas não tem vida espiritual, tal como as árvores de Natal artificiais.

As festividades natalinas não podem acontecer sem que se esteja voltado para aquele que é a razão de toda  esta comemoração. Os pastores das campinas de Belém, que foram convidados para visitarem o Cristo recém-nascido, saíram dali contando tudo o que sabiam a respeito deste menino. Os Magos do Oriente ficaram maravilhados ao verem Jesus, e lhe deram ricos presentes. A profetiza Ana procurou contar a todos o que ela sabia sobre o Menino Jesus. Mais tarde o apóstolo Paulo também teve um encontro com o Salvador. Ele serviu a Cristo, anunciando o evangelho ao longo de toda a sua vida.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Conheça as origens da milenar Civilização Maia.



Cabeça de um jovem (ornada de plumas e nenúfares) proveniente do templo das inscrições em Palenque (México); estuque com vestígios de pintura policromática. Imagem: Arte dos Maias; clássico recente. Museu Nacional de Antropologia, México.

Povo da América Central, distribuído numa área partilhada entre a América Central e o México. Esse território foi dividido em três zonas: meridional (Costa do Pacífico e terras altas da Guatemala e do Chiapas), central (do Estado do Tabasco a Honduras), setentrional ( Península de Iucatan). As descobertas arqueológicas nas terras altas do Chiapas revelaram a instalação, por volta  der meados do III milênio a.C., de populações que estiveram na origem da civilização maia. No período pré-clássico (1500 a.C. - 250 d.C.) eram agricultores, fabricavam cera (ornamentação de cordões) e usavam pedras de moer - o que supõe a cultura do milho.

Agrupavam-se em aldeias (Kaminalaljuyú, ou, nas terras baixas, Altar de Sacrifícios e Seibal). Uaxactún Tikal têm camadas inferiores que remontam ao séc. V., e desde o ano 300 a.C. percebem-se as características fundamentais  da civilização maia:  arquitetura com uma espécie de abóbada em balanço, inscrições hieroglíficos, uso de um calendário "a longo prazo", e ereção de estelas comemorativas.

O período clássico (250-950) corresponde ao florescimento dessa civilização; os grandes centros cerimoniais (Tikal, Uaxactún e Seibal, na Guuatemala; Copán em Honduras, Palenque, Uxmal, Bonampak e Chichén Itzán, no México, etc) multiplicaram-se. As grandes metrópoles religiosas compreendiam edifícios típicos, templos construídos sobre uma plataforma piramidal, cobertos por uma espécie de abóbada em balanço e encimados por  uma crista com cumeeira; palácios (residências principescas ou lugar de reunião, dotados de numerosas galerias) cuja disposição - em grupos distintos ligados por calçadas elevadas - em torno de amplas pra;as atesta certo sendo de urbanismo;  e conjunto monumental monolítico, composto de um altar com estela ornada de uma decoração esculpida. Nunca reunidos sob a hegemonia de um poder central, cada centro conservou um estilo individual. A escrita hieroglífica não foi inteiramente decifrada. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

CALENDÁRIO MAIA NÃO APONTA FIM DO MUNDO EM 2012!


Calendário Maia. Imagem: UFPA
Com a chegada do final do ano, as teorias sobre fim do mundo começam a surgir, principalmente no ano de 2012, com a intensa divulgação em filmes e livros a respeito da profecia Maia. De acordo com essa teoria, os calendários maias indicam que, no dia 21 de dezembro de 2012, vai ocorrer um evento catastrófico que destruirá o mundo e dizimará sua população.
De acordo com a professora Leila Mourão, da Faculdade de História, a ideia do desconhecido, do fantástico e do outro sempre despertou a curiosidade humana e seduziu as pessoas.  "Em especial, quando pressupõe um fim, ou melhor, a extinção da vida como a conhecemos no planeta Terra, o apagamento do que existe. Esta não é a primeira vez que aparecem teorias sobre o final do mundo. Na virada do ano de 1999 para o ano de 2000, muitas pessoas afirmavam que aconteceria o bug do milênio, quando os computadores reconheceriam os dígitos do ano seguinte como o do ano de 1900, o que geraria um caos em empresas e bancos", conta a pesquisadora especialista em comunidades pré-colombianas.
O Calendário Maia - O calendário maia é um sistema de calendários e almanaques distintos, usados pela civilização maia da Mesoamérica pré-colombiana, e por algumas comunidades maias modernas dos planaltos da Guatemala. Estes calendários podem ser sincronizados e interligados, suas combinações dando origem a ciclos adicionais mais extensos. Os fundamentos dos calendários maias baseiam-se em um sistema que era de uso comum na região, datando pelo menos do século VI a.C.. Tem muitos aspectos em comum com calendários empregados por outras civilizações mesoamericanas anteriores, como os zapotecas e olmecas, e algumas civilizações suas contemporâneas ou posteriores, como o dos mixtecas e o dos astecas. Apesar de o calendário mesoamericano não ter sido criado pelos maias, as extensões e refinamentos por eles efetuados foram os mais sofisticados. Junto com os dos astecas, os calendários maias são os melhores documentados e compreendidos.

Com o desenvolvimento do calendário da contagem longa e sua notação posicional (que se acredita herdada de outras culturas mesoamericanas), os maias tinham um sistema elegante no qual os eventos podiam ser registrados de forma linear uns relativamente aos outros, e também com respeito ao próprio calendário ("tempo linear"). Em teoria, este sistema pode ser estendido para delinear qualquer extensão de tempo desejado, simplesmente aumentando o número de marcadores de maior ordem usados (gerando assim uma sequência crescente de múltiplos de dias, cada dia na sequência identificado univocamente por seu número da contagem longa). Na prática, a maioria das inscrições maias da contagem longa limitam-se em registrar somente os primeiros 5 coeficientes neste sistema (uma contagem b'ak'tun), que era mais do que adequado para expressar qualquer data histórica ou atual (20 b'ak'tuns são equivalentes a cerca de 7885 anos solares). Mesmo assim, existem inscrições que apontavam ou implicavam sequências maiores, indicando que os maias compreendiam bem uma concepção linear do tempo (passado-presente-futuro).

Contudo, e em comum com outras sociedades mesoamericanas, a repetição dos vários ciclos calendáricos, os ciclos naturais de fenômenos observáveis, e a recorrência e renovação da imagética de morte-renascimento em suas tradições mitológicas eram influências importantes e ominpresentes nas sociedades maias. Esta visão conceitual, em que a "natureza cíclica" do tempo é destacada, era preeminente, e muitos rituais estavam ligados à conclusão e recorrência dos vários ciclos. Como as configurações particulares do calendário eram novamente repetidas, também o eram as influências "sobrenaturais" a que elas estavam associadas. Desta forma, cada configuração particular do calendário tinha um "caráter" específico, que influenciaria o dia que exibia tal configuração. Divinações poderiam então ser feitas a partir dos augúrios associados com uma certa configuração, uma vez que os eventos em datas futuras seriam sujeitos às mesmas influências conforme as datas correspondentes de ciclos prévios. Eventos e cerimônias eram marcados para coincidir com datas auspiciosas, e evitar as inauspiciosas.

O final de ciclos de calendário significativos ("finais de período"), como um ciclo k'atun, geralmente eram marcados pela ereção e dedicação de monumentos específicos (principalmente inscrições em estelas, mas algumas vezes complexos de pirâmides gêmeas como as de Tikal e Yaxha), comemorando o final, acompanhado por cerimônias dedicatórias.